"Príncipes do Brasil"

Algumas Considerações…

Resolvi postar hoje porque quero contar a todos que recebi o prometido livro do professor de história e também monarquista Otto de Alencar de Sá Pereira neste dia 12/02/2009, com dedicatória e tudo. Dei uma folheada no livro e pretendo ler sim. O livro se chama “Diálogos Monárquicos” e envolve histórias relacionadas à monarquia, contadas por um avô a seu neto. Bastante criativo. Registro aqui meus agradecimentos… certamente o livro me acrescentará idéias para a elaboração do meu projeto!

Quero aproveitar para incluir aqui um texto que encontrei na internet, de autoria de Aramis Millarch, publicado em 31 de dezembro de 1988. É uma mensagem de jovens monarcas:

A mensagem dos jovens que querem a Monarquia

Muito mais gente do que se imagina parece estar levando a sério a proposta que o deputado paulista Antônio Cunha Bueno conseguiu incluir na Constituição: no plebiscito, a ser realizado em 7 de Setembro de 1993, para que o povo venha a definir a forma de governo mais adequada ao país, ao lado da República presidencial e República parlamentar haverá a Monarquia Parlamentar.

Organizados, os monarquistas estão procurando montar um esquema nacional através de representações regionais capazes de mostrar que o projeto do Brasil voltar a ser um reinado não é tão hilária quanto parece. Em termos de relações públicas, a Juventude Monárquica do Brasil, com sede na Rua Antônio de Macedo Soares, 1562, em São Paulo (fone 011-61-9195), distribuiu quase um milhão de cartões de Boas Festas trazendo uma foto do Príncipe D. Luiz de Orleans e Bragança, “digno herdeiro de veneráveis tradições e depositário de esperanças em dias melhores que a Providência Divina, por certo, ainda reserva para a nossa Pátria”.

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Como anexo ao cartão, encimado pela frase “Um Santo Natal e abundantes graças de Deus-Menino para si e para os seus”, a Juventude Monárquica do Brasil distribuiu uma espécie de manifesto, que começa com a seguinte declaração:

“Estamos no limiar de 1989, ano do centenário da República. Daquela República que a população recebeu “bestificada”, como afirmou Aristides Lobo, um dos mais influentes chefes republicanos e membro do primeiro governo instituído após a queda da Monarquia. Daquela República em que os revolucionários de 1889 depositaram tantas esperanças e que, no entanto, um século depois, constatamos não ter tido senão contínuo desenrolar de crises, de golpes, de Constituições que pouco duram e de repúblicas novas que logo envelhecem.

Os horizontes nacionais apresentam-se hoje, em larga medida aliás como consequência desses 100 anos de República, mais turvos do que nunca.

Os problemas sócio-econômicos do país em 1889, reduziam-se a encaminhar bem, nas vias do estado de cidadãos livres, o elemento servil que a Princesa Isabel libertara; e a abrir o nosso território para a imigração, a fim de atender às necessidades de uma agricultura que crescia muito acentuadamente”.

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A seguir, os monarquistas jovens tornam-se apocalípticos: “Hoje, pelo contrário, os problemas sociais se multiplicam e se agravam de tal maneira que se poderia dizer que em cada ponto da organização sócio-econômica de nossa Pátria está instalada uma questão difícil de resolver.

Tal situação deve-se em grande parte ao lamentável amortecimento da tradição cristã na vida pública do País, e ao mesmo tempo à fermentação contínua das doutrinas que Moscou não deixa de disseminar entre nós, ora com o sorriso de Gorbachev – de acordo com as apetências do mercado de consumo de idéias que é como Moscou vê o Brasil, a América Latina e o mundo livre em geral”.

Após este parágrafo que os meninos da Sociedade da Tradição Família Propriedade também assinariam, os monarquistas atacam com sua mensagem:

“É nesse panorama cercado de sombras, de ameaças e de incertezas por todos os lados, que brasileiros em números sempre crescentes se mostram desencantados com o suceder de tantas esperanças frustradas de 1889. E, buscando uma solução para o Brasil de nossos dias, começam a se perguntar: porque não a Monarquia?

Voltam-se eles com saudades para as recordações luminosas e carregadas de prestígio dos Imperadores que nos asseguraram a Independência, a unidade territorial, o bom nome internacional e 67 anos do autêntico progresso e estabilidade institucional”.

A Juventude Monárquica do Brasil fecha sua mensagem (de Natal) lembrando o plebiscito a ser realizado dentro de cinco anos, quando “o povo brasileiro decidirá qual a forma e o regime de governo que deverão vigorar no País. A monarquia constitucional será uma das alternativas. Na perspectiva desse plebiscito, é muito naturalmente para o Chefe da Casa Imperial do Brasil, legítimo sucessor dinástico de nossos Imperadores, que se voltam os olhares esperançosos de incontáveis brasileiros.

A Sua Alteza Imperial e Real, o Príncipe D. Luiz de Orleans e Bragança, a Juventude Monárquica prestam aqui homenagem, e ao mesmo tempo se honra de assegurar sua fidelidade irrestrita e seu entusiasmado devotamento“”.

 

michelly-ribeiro2

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13 de fevereiro de 2009 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Família acolhedora!

Bom, pessoal, consegui mais uma!

 

Entrevistei Dom Antônio de Orleans e Bragança, e também um restaurador – jovem monarquista – Guilherme Malluta.

Tive o prazer de participar do coquetel realizado pelos jovens do movimento, os quais acabaram por me convencer a fazer parte do grupo. Hoje, sou a mais nova integrante. Devo admitir que deixei totalmente a imparcialidade de lado, quando aderi a isso (risos), mas fui muito profissional ao fazer as perguntas ao príncipe e ao jovem. Até recebi um elogio de Dom Antônio – ele disse que minhas perguntas foram muito boas – quer elogio melhor do que este a uma jornalista???

E, olha, fiquei admirada não foi pelo elogio só não. Gostei de tudo e de todos. Adorei a cordialidade e a recepção. Cheguei ao Rio de Janeiro e fui direto a Ipanema, apenas com um lanche super rápido na rodoviária.

Bom, vamos ao que interessa! 

Não foi somente eu quem se saiu bem com as perguntas não. Dom Antônio deu belas respostas. Perguntei sobre política, interesses e até reforma agrária. Percebi que a monarquia vai além de um movimento apartidário – é uma família que acolhe seu povo. “Não é o povo que é nosso. Nós é que somos do povo”, disse Dom Antônio. Essa frase me chamou muito a atenção durante toda a reunião. Nada desvirtua as crenças e os príncipios dessa família brasileira.

Todos os monarquistas que lá estavam, se portavam de uma maneira ímpar. A postura que possuem são de pessoas respeitosas e que acreditam piamente nos príncipios reais. Acreditam que a monarquia é o melhor sistema que possa combater a corrupção e as injustiças sociais, já que a monarquia assina embaixo de tudo o que caracteriza os direitos humanos, os direitos à vida.

É um sistema totalmente contra o aborto e a eutanásia. Como exemplo disso, foi citado um caso recente do Grão Duque Henri de Luxemburgo: Enquanto todos votavam a favor da eutanásia, ele se recusou. Sendo ameaçado de perder o trono, não hesitou; prova de que os príncipios estão acima de qualquer coisa, até mesmo do título de imperiador ou qualquer outro de realeza, que expresse poder. E olha que isso não vemos muito hoje em dia na república, não é verdade?

Enfim, para eu não me desvincular muito da imparcialidade, vou deixar um pouco minhas percepções de lado e focar no assunto principal.

Vejam vocês algumas imagens do momento que passei com todos eles neste final de semana e veja mais detalhes em meu livro, que logo terei o prazer de escrever (escrever ainda porque não comecei, estou me dedicando às entrevistas e leituras – tenho muito trabalho pela frente ainda – quem sabe eu não lanço no final deste ano…vamos ver!).

michelly-e-principesEu e os príncipes, Dom Rafael e Dom Antônio

 

dom-rafael-dom-antonio-e-ohannesDom Rafael, Dom Antônio e Ohannes (monarquista que me recebeu muito bem, por sinal, em sua casa. Uma simpatia em pessoa)

 

padre1Padre André, um dos condecorados da cerimônia e o qual também abençoou o momento, junto ao jovem monarquista Guilherme Malluta (diretor geral dos restauradores do Rio de Janeiro), o qual entrevistei.

 

juventudeTodos reunidos! – eu também (tirei a foto…risos…)

 

P.S.: Não posso me esquecer de todos que conheci naquela ocasião. Todos os jovens são realmente detentores de conhecimentos gerais e, principalmente, de história da mesma forma que nossos avós eram (sem desmerecer a idade, mas é para dizer que eles realmente sabem muito. Fiquei até assustada!). Mas, sei que tudo isso é devido a muita leitura e força de vontade, porque não são todos brasileiros e jovens que lêem e muito menos que passam seus finais de semana discutindo assuntos de teor monárquico e de elevado grau cultural. Conheci o professor de História Otto de Alencar Sá Pereira, o qual me ofereceu seu livro “Diálogos Monárquicos” que acaba de lançar e que me sinto agradecida e ansiosa por ler assim que chegar em minhas mãos.

Ah! Não posso me esquecer da minha tia que, por conhecer bem o Rio por ter morado há anos no local, me acompanhou durante todo o percurso e me esperou com muita paciência.

Desde já, agradeço a todos e espero conseguir atingir o objetivo de terminar este meu trabalho com êxito.

Um abraço a todos!

 

michelly-ribeiro1 

10 de fevereiro de 2009 Posted by | Uncategorized | , , , , , , | 4 Comentários

Próxima parada: Rio de Janeiro!

Olá amigos! Fico imensamente feliz em poder voltar a postar aqui com novidades boas!!!

 

Consegui agendar uma nova entrevista para este sábado (07/02/2009) no Rio de Janeiro – e antes de começar as aulas ainda hein! – dessa vez, falarei com Dom Antonio de Orleans e Bragança. Minha intenção é falar com ele e toda sua família, no entanto, não sei se será possível, mas o importante é que com Dom Antonio já está tudo certo.

Tudo o que sei é que são todos parte da mesma família, direta ou indiretamente. E os personagens principais dessa história eu já consegui – não vou dizer ‘importantes’ porque todos são, mas estes já ilustram todo o aspecto familiar da verdadeira monarquia parlamentar.

Bom, só para você se situar, dê uma olhada neste vídeo:

1ª Parte

 

2ª Parte

 

3ª Parte

 

4ª Parte

 

5ª Parte

 

6ª Parte


Última parte


 

michelly-ribeiro

5 de fevereiro de 2009 Posted by | Uncategorized | , , | 1 Comentário