"Príncipes do Brasil"

Um adeus a dom Pedro Luis

Gostaria de pedir desculpas por esses últimos dias que ando sem postar. É que, por eu estar praticamente na reta final, o trabalho é muito.

Por esse motivo, tenho aproveitado as férias de Julho para escrever meu livro que, até o presente momento, possui 94 páginas. Ainda tenho muito a escrever, por isso não posso perder tempo.

Não posso deixar, no entanto, de registrar um fato muito importante: na terça-feira passada (07/07) fiquei sabendo do sepultamento do príncipe dom Pedro Luís em Vassouras. Seu corpo foi identificado no domingo anterior e enterrado na segunda-feira seguinte. Dom Pedro Luis foi sepultado em sua cidade e está junto ao corpo de seu avô, dom Pedro Henrique. A Família não quis divulgar antes,  apenas depois do sepultamento.

Uma das características e qualidades, ao mesmo tempo, da Família Imperial é que ela é bem reservada no que diz respeito à sua vida particular…e eu admiro muito isso!

Bom, o fato é que estou enviando um e-mail, desde o dia primeiro deste mês, e não consigo retorno. Não sei se este e-mail chegou ao seu destino, ou se a Família ainda está dando um tempo. De qualquer forma, eu gostaria ao menos, por parte dos monarquistas, de saber se o e-mail foi devidamente encaminhado. Cheguei até a encaminhar o mesmo ao Círculo Monárquico do Rio de Janeiro, mas também não obtive êxito.

Em todo caso, vou copiá-lo aqui. Quem sabe esse não seja o meio mais fácil?

Segue:

Já faz um mês do misterioso sumiço do voo 447 da Air France e eu estou aqui para demonstrar-lhes meu pesar e oferecer-lhes minhas palavras de conforto.
Durante todo esse tempo que estive pesquisando sobre a Família Imperial brasileira, sobre os príncipes e a monarquia, me envolvi muito e me senti, a cada dia, como parte desta família. Confesso que criei um carinho todo especial, sem poder (pois meu trabalho é jornalístico e não posso criar vínculos), mas ao mesmo tempo acredito que barreiras devem ser transpostas, afinal, a vida é curta e temos muito a aprender com ela e com as pessoas que nos rodeiam, sejam elas hierarquicamente superiores a nós ou não.
A questão é que eu jamais imaginei que fosse chegar tão longe com este trabalho, a ponto de me transformar em uma monarquista e enxergar os componentes da família como pessoas próximas a mim. Senti essa firmeza conversando com monarquistas que vivem na Casa Imperial, com os restauradores do Rio de Janeiro, com a Família Imperial que vive em São Paulo e também no Rio.
Vocês realmente são uma verdadeira família, que posso afirmar pelo contato que tive, são exemplos para o Brasil.
Fiquei muito triste com o desaparecimento de dom Pedro no trágico voo no dia 1º de junho. Posso dizer aos senhores que, acompanhei toda essa situação de perto e junto a vocês, pois a TV Canção Nova fez a cobertura do ocorrido e a cada dia que passava, mesmo sem eu ter conhecido dom Pedro ou conversado com ele, parecia que uma angústia dentro de mim aumentava e foi aí que percebi que, para quem acredita na monarquia, a Família Imperial é a verdadeira família do povo brasileiro.
Tive esperanças de que as forças armadas pudessem encontrá-lo vivo ainda nos primeiros dias, mas conforme o tempo foi passando já podíamos prever que ele pudesse estar junto aos 227 outros passageiros do voo bem perto de Deus e longe das dores desse mundo.
Tenho a certeza, hoje, de que ele está cuidando ainda da restauração da monarquia de lá de cima, junto à sua família e inspirando seu irmão dom Rafael para que cuide de tudo com dedicação e sem desanimar jamais.
Quando conheci dom Rafael senti que ele tem um enorme respeito pela causa e pude sentir que dentro dele existe um grande homem disposto a cuidar de tudo o que é de sua família e do que é o melhor para o Brasil. Mesmo sem conversar com ele por bastante tempo, pude sentir sua responsabilidade gritar em seu semblante.
Força dom Rafael! Força Dom Antonio! Muita força dona Christine! A monarquia agora depende dos senhores para continuar e tenham a certeza de que dom Pedro está com vocês, guiando e iluminando seus passos e torcendo pelo ideal monárquico!
Gostaria muito de poder, assim que possível, colher um depoimento de Dom Antonio e Dom Rafael sobre dom Pedro Luiz para o meu livro-reportagem que ficará pronto no final deste ano, se Deus quiser!
Aguardo o retorno dos senhores!
Paz e bem!

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Ainda não obtive este retorno, no entanto, por ora, me contento em receber pelo menos um OK de recebimento desta mensagem.

Aos meus colegas de profissão, deixo claro que, embora eu tenha me envolvido com a Monarquia, estou sendo o mais imparcial possível na execução de meu livro. E outra coisa: Existem muitas coisas também das quais discordo, então, fica mais fácil ser imparcial deste modo.

Abraços a todos!

dom pedro luis - filho dom antonio

Dom Pedro Luis (1983-2009): Fazia estágio em Luxemburgo na área de Economia. Era o 4º na linha de sucessão.

michelly-ribeiro

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16 de julho de 2009 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 4 Comentários

Caminhando…

Olá, pessoal! Sou extremamente grata a todos pelo acompanhamento do meu trabalho. Agradeço de coração a visita de todos.

 

Michelly Ribeiro entrevistando Dom Luiz de Orleans e Bragança

Michelly Ribeiro entrevistando Dom Luiz de Orleans e Bragança

 

E gostaria de lhes informar que consegui a entrevista com Dom Luiz de Orleans e Bragança, que hoje seria o imperador do Brasil, caso o sistema monárquico estivesse em andamento.

Foi muito bom conversar com Dom Luiz porque muitas dúvidas foram sanadas, ao mesmo tempo em que descobri que tenho um bom trabalho ainda pela frente, muitas coisas para serem estudadas e talvez até, se é que pode se dizer, ‘investigadas’.

Bom, fico feliz por estar caminhando. Sei que ainda tenho muito o que desenvolver, mas sei também que já fiz bastante e o suficiente para já dar o meu primeiro passo. Agradeço a todos que estão me ajudando com este trabalho, desde os entrevistados, até minha orientadora Bianca de Freitas, amigos e colegas que a gente acaba esbarrando pelos diversos caminhos desconhecidos da vida, os quais acabam nos ajudando muito com dicas que, sem querer, acabam surgindo.

Além da entrevista com Dom Luiz, pude entrevistar também o monarquista muito simpático, José Luiz Fabio, que sempre me recebeu muito bem na Casa Imperial do Brasil em São Paulo. José Luiz trabalha para os príncipes Dom Luiz e Dom Bertrand desde quando se deu conta de que a monarquia poderia vir a ser restaurada no Brasil. Ele se dedica em tempo integral.

Bom, é isso pessoal!

Conto com todos vocês hoje e sempre…

P.S.: Com essa entrevista já posso dar o primeiro passo: começar a escrever meu livro!

michelly-ribeiro3

30 de março de 2009 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , , , , , , | 2 Comentários

Rumo ao imperador!

d_luiz_maiorEstou postando hoje apenas para informar a todos que consegui agendar uma entrevista com Sua Alteza Imperial e Real Dom Luiz Gastão de Orleans e Bragança. No momento, estou elaborando algumas perguntas e aceito sugestões, caso alguém se manifeste. espero que dê tudo certo e que não haja imprevistos. 

Todos da Casa Imperial do Brasil são muito receptivos e os admiro por isso.

Desde já, manifesto meus agradecimentos.

Abaixo, seguem dois vídeos que encontrei na internet sobre Dom Luiz. Espero que apreciem!

P.S.: Ainda não obtive respostas de Dom Joãozinho, mas estou tentando…

No Jornal Nacional (TV Globo)

 

VideoCast – Folha de São Paulo

 

michelly-ribeiro2

27 de março de 2009 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , | 3 Comentários

Uma visita à Casa Imperial do Brasil

Nesta quarta-feira (17/12/2008), peguei o ônibus a São Paulo, às 10h a fim de chegar a tempo para a entrevista que estava marcada para às 17h. Cheguei duas horas antes, mas pelo menos, deu para conversar um pouco com um dos secretários de Dom Bertrand e Dom Luiz, que é monarquista – como todos são.

Ao chegar, Dom Bertrand estava saindo e logo avisou que tinha compromisso até às 17h. Não me importei e acabei ficando mesmo assim a fim de conhecer um pouco a casa e algumas peculiaridades. Acabei ganhando algumas edições do boletim elaborado pelos monarquistas, “Herdeiros do Porvir” e adquiri algumas valiosas informações históricas, as quais serão de grande utilidade para a elaboração deste trabalho.

Dom Bertrand e seu irmão, o imperador Dom Luiz de Orleans e Bragança, vivem em um bairro nobre de São Paulo, mantendo os antigos costumes de serem servidos e com a agenda sempre cheia.

É um pouco difícil conseguir um espaço a ser preenchido nesta grande agenda, no entanto, todos que lá trabalham são bastante receptivos, e os dois irmãos herdeiros dinásticos estão sempre abertos para entrevistas e esclarecimentos aos mais interessados.

Só não pude conversar com Dom Luiz, porque está se recuperando de uma cirurgia, mas minha vontade não cansa de me matar. Mas, procurarei tirar algumas dúvidas por e-mail mesmo, pelo menos por enquanto.

Após realizar todos os seus compromissos, Dom Bertrand chegou em Casa não para me receber, mas ainda para fazer uma aula particular de inglês.

Fiquei admirada, principalmente, com a paixão com a qual se é falada da realeza naquela casa. Percebi que na opinião de todos os monarquistas e até dos herdeiros, os livros de história estão deturpados e, na opinião de Dom Bertrand, todos os livros dee história brasileiros, são medonhos – repletos de equívocos e pobres de verdades.

Ele reafirma o que Dom Luiz já disse em uma entrevista a um veículo de comunicação: que os livros de história precisam ser reescritos!

Dom Bertrand descreveu a família real brasileira como sendo o exemplo de família. Disse que toda família precisa de base e sustentação. E é como a política deve ser tratada. Se referiu à República como um sistema repleto de falhas e disse, de forma metafórica, que a república é uma espécie de família que se desentende e discute o tempo inteiro, chegou até a citar o exemplo das eleições norte-americanas deste ano, cheias de insultos e grosserias. E, na opinião dele, isso não é exemplo de família!

Ao questioná-lo sobre sua opinião sobre a democracia, ele disse que os republicanos se defendem pensando nas próximas eleições, fazendo propostas para as próximas eleições, mas os monarcas se defendem pensando sempre em suas próximas gerações.

Chegou a comparar a realeza com a Igreja Católica – disse que o papa é um grande monarca e os fiéis, todos seus súditos. E o mesmo disse para as variadas situações: chefe x empregado; pais x filhos e etc. Disse que a realeza está em tudo e em todas as atitudes dos brasileiros, até  o simples fato de preferir colocar o nome do comércio de “Real” ao invés de “Loja dos ministros” ou “Presidente” – a realeza soa mais bonito aos ouvidos do povo.

E não é bonito só no nome, como também nas próprias atitudes: Os monarcas / monarquistas abraçam uma causa, sobre a qual nada se sobressai. Eles valorizam o passado a fim de fazer um futuro cada vez melhor (justamente por pensarem nas próximas gerações e não nas próximas eleições). A causa é bonita e justificada pela democracia que existia na época do império, o que fez com que muita gente importante levantasse a voz para reclamar da república e elogiar o fato de a imprensa ter sido sempre livre a questionamentos infindáveis na época do império, os quais, muitas vezes, ia de encontro às causas monárquicas:

“Tinha um rei. Tem sátrapas.

Tinha dinheiro. Tem dívidas.

Tinha justiça. tem cambalachos de toga.

Tinha Parlamento. Tem ante-salas de fâmulos.

Tinha o respeito do estrangeiro. Tem irrisão e desprezo.

Tinha moralidade. Tem o pudor deslavado.

Tinha soberania. Tem cônsules estrangeiros assessorando ministros.

Tinha estadistas. Tem pêgas.

Tinha vontade. Tem medo.

Tinha leis. Tem estado de sítio.

Tinha liberdade de imprensa. Tem censura.

Tinha brio. Tem fome.

Tinha Pedro II. Tem…Não tem!

Era. Não é”. 

(Trecho retirado do artigo intitulado “Pedro II” de Monteiro Lobato)

No último plebiscito, em 1993, a maioria era a favor da monarquia, por ser um sistema sem falhas e bastante evoluído, já que na época de Dom Pedro II, já se discutia sobre a transposição dos Rios São Francisco e Tocantins, a fim de se evitar as secas para as próximas gerações.

O atraso na execução das obras, hoje, se dá devido a algumas falhas sistemáticas, segundo a visão dos monarquistas.

Hoje, a monarquia talvez esteja com suas forças abaladas devido ao desconhecimento da população sobre o sistema. Muitos ainda pensam que a escravidão pode voltar com a monarquia, o que não é verdade porque as coisas evoluíram e certamente que a monarquia também.

Hoje, entre os monarquistas, já se fala de restauração, como na Europa.

A causa monárquica depende de doações para sobreviver e, portanto, o dinheiro é escasso para se investir em publicações a respeito da causa e das ações políticas dos envolvidos.

Por exemplo, Dom Bertrand é adepto do movimento “Paz no Campo”, que luta para combater invasões de terras e movimentos que têm como objetivo a tomada de poder com implantação de uma ditadura socialista de massas preparadas por eles (mais informações no site: http://www.paznocampo.org.br/mobilize.asp).

Descobri com este início, que terei um imenso trabalho pela frente. Lá, fui orientada para estudar cada detalhe da monarquia de forma minuciosa, para que nada passe desapercebido, mesmo porque tudo é muito complexo. Quanto mais se mexe, mais se descobre.

 

Casa Imperial do Brasil - localizada na Rua Itápolis, em São Paulo, no bairro Consolação - próximo ao estádio do Pacaembu.
Casa Imperial do Brasil – localizada na Rua Itápolis, em São Paulo, no bairro Consolação – próximo ao estádio do Pacaembu.

 “Meus filhos, as circunstâncias não me permitem que lhes deixe uma fortuna material considerável. Mas três coisas faço questão em lhes deixar: em primeiro lugar, a Fé Católica Apostólica Romana herdada dos nossos maiores; em segundo lugar, uma boa educação; e em terceiro lugar, a consciência da missão histórica da nossa Família…” 

(Dom Pedro Henrique – falecido em 1920)

 

Cada espaço da Casa Imperial é composto por uma recordação...

Cada espaço da Casa Imperial é composto por uma recordação dos tempos idos, que, para eles eram bons...

 

 

 

 

 

Dom Bertrand
Dom Bertrand

michelly-ribeiro

 

 

 


18 de dezembro de 2008 Posted by | Uncategorized | , , | 3 Comentários